Refluxo gastroesofágico

  • 0
Refluxo

Refluxo gastroesofágico

Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário do conteúdo gástrico ao esôfago e oronasofaringe. Existem dois tipos de refluxo gastroesofágico em bebês: o refluxo fisiológico e o refluxo patológico. No refluxo fisiológico, o bebê apresenta regurgitações e/ou vômitos, sem outros sintomas e bom ganho ponderal. O bebê é chamado de “regurgitador feliz”. Ao contrário, o bebe com refluxo patológico geralmente apresenta regurgitações e/ou vômitos associado a sintomas como irritabilidade, recusa alimentar e/ou choro constante por dor esofágica (esofagite de refluxo), baixo ganho ponderal e infecções de repetição, como otites e pneumonias aspirativas.

O refluxo patológico pode ser primário, quando existe disfunção esofagogástrica que constitui a doença do refluxo gastroesofágico, ou secundário, quando existe uma causa subjacente que predispõe à doença. Estudo mostra que um subgrupo dos bebes com vômitos, irritabilidade e dor as mamadas apresentam, na verdade, refluxo secundário a alergia a proteína do leite de vaca, doença que deve ser considerada como diagnóstico diferencial.

Diagnóstico para refluxo

Geralmente não há necessidade de exames para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico em bebes, pois os sintomas costumam ser característicos. Exames como o Raio-X contrastado do esôfago, estômago e duodeno e a Ultrassonografia abdominal devem ser feitos para afastar a possibilidade de malformações do trato gastrointestinal quando o bebê apresenta sinais de alerta como vômitos incoercíveis com perda ponderal, distensão abdominal ou alguma alteração no exame físico. Crianças mais velhas e adultos, dependendo dos sintomas apresentados, devem ser investigados com endoscopia digestiva alta e biópsias ou pHmetria esofágica de 24 horas.

Tratamento do refluxo

O tratamento depende do tipo de refluxo (fisiológico ou doença do refluxo) e dos sintomas que o paciente apresenta. Geralmente ele é realizado com medicamentos pró-cinéticos e antiácidos, além de serem fundamentais mudanças posturais, como não mamar deitado e não deitar após mamar ou comer, e mudanças alimentares, como fracionamento da dieta, evitar frituras, alimentos ácidos, refeições volumosas e misturar sólidos e líquidos durante as refeições. Na maioria das vezes, o refluxo fisiológico dos bebês responde bem as medidas posturais e dietéticas, sem necessidade de medicações.

Refluxo fisiológico vs doença do refluxo gastroesofágico

O refluxo fisiológico é benigno, não acarretando riscos para o bebê. Já a doença do refluxo gastroesofágico não tratada pode causar engasgos em bebês pequenos, infecções de repetição, esofagite, estenose esofágica e em adultos, risco de adenocarcinoma esofágico. O importante é sempre seguir as orientações do médico quanto às medidas posturais e dietéticas e uso correto das medicações prescritas.

Refluxo